7 dicas incríveis para uma fachada de loja atrativa e eficiente.

Atualizado: Mai 10

Oi, tudo bem?


Hoje vamos falar um pouco sobre fachadas, o primeiro elemento a se pensar ao iniciar a estratégia de arquitetura ideal para implantação de um ponto de venda.


Digo que é o primeiro elemento a ser considerado, pois é a conexão do externo com o interno.

É o elemento que irá provocar o consumidor para uma interação.

Separei 7 dicas que você pode aplicar para motivar seu consumidor a entrar em sua loja e iniciar a experiência de compra da melhor forma possível.



Cantão, shopping Rio Sul.


1- Analise bem o contexto, o fluxo de circulação e possíveis interferências visuais do local.


Para criar uma fachada estratégica é muito importante investigar todo contexto em que a loja está inserida.

Se for em um shopping, por exemplo, deve-se analisar as lojas que estão ao redor, o sentido mais intenso do fluxo do corredor, posição das escadas rolantes, das entradas do shopping, posição de lojas âncoras e elementos de interferência visual, como pilares do shopping e quiosques.

Se for uma loja de rua, verifique o sentido do trânsito, se existem árvores em frente a loja, recuos e até mesmo garagens com portões automáticos por perto. Atente-se para a segurança de seus clientes e colaboradores ao entrar e sair. Também é importante avaliar o clima do local, se possui muita incidência de sol e chuvas e pensar em soluções que corroborem com uma boa climatização do ambiente interno.


2 – Posicione o letreiro no melhor ponto de visualização, procure ser preciso.

Procure encontrar o ponto mais visível para o seu letreiro. O tamanho e o tipo de iluminação também devem ser ajustados à realidade do local. Eu costumo tirar várias fotos de ângulos diferentes para diagramar a posição ideal.

Como podemos ver na foto abaixo, até mesmo os reflexos do ambiente externo devem ser considerados.




Afghan, Shopping Nova América.


3- Vitrine, pode ser fechada ou aberta, precisa estar em posição de destaque. Ela vai nutrir a curiosidade sempre apresentando novidades.


Em algumas situações abrir toda a frente da loja, sem reservar um trecho fechado para vitrine, é o mais indicado, nesse caso pode-se trabalhar o conceito de vitrine interna. Em outros, criar uma vitrine em destaque, estruturada para atrair e centrar os olhares é imprescindível.

É muito importante, além das variáveis físicas do espaço e do contexto em que a loja está, conhecer o comportamento do público alvo e os produtos que a marca vai oferecer. Pois todas essas definições passam também pelas características e posicionamento de cada marca. Não existe uma fórmula única para todas as situações, mas existem elementos a se considerar para encontrar o resultado ideal para cada marca em cada ponto de venda.



Me Leva Farm, feira Couro Moda.


4- Entrada convidativa e confortável;


O vão de entrada deve, idealmente, considerar o uso conjunto de entrada e saída. Ou seja, conciliar no mínimo 2 pessoas em sentidos opostos, uma entrando e outra saindo ao mesmo tempo. Além disso, a posição da porta deve estar relacionada com o fluxo do ambiente externo, quanto mais intuitiva e fluida for a entrada, melhor.


5- Representar a identidade própria da Marca;


As soluções precisam ser próprias da marca e alinhadas com a sua identidade em cada elemento. Você pode se valer de recursos de arquitetura e design para caracterizar a solução de forma exclusiva de sua marca. Imagine que se você cobrir o seu letreiro, ainda assim seu consumidor será capaz de reconhecer que sua marca está ali.



Redley, Barra Shopping.


6- Se destacar no entorno, quebrando a linearidade visual, considerando o contexto em que está inserida.


Em um shopping ou rua repletos de lojas, a fachada tem o papel de destacar o ponto de venda, ajudando o cliente a identificar a presença da marca e, principalmente, encantar e despertar curiosidade.

Para se destacar, a solução da fachada precisa de se diferenciar de alguma forma do contexto visual em que está. Pode-se usar iluminação, cores e volumes que, de alguma forma, representem destaque em oposição à linearidade do local.


7- E por último, procure ajustar a visibilidade para o interior da loja de acordo com a estratégia da marca e público alvo.


Pense que você precisa instigar o consumidor a investigar o que ele pode encontrar dentro da loja. Existem diversos recursos que você pode usar, como, painéis pendurados, painéis corrediços, móveis e até mesmo plantas mais altas em posições estratégicas.



Cantão, Armação de Búzios.


Quando inicio um projeto, procuro me munir dessas informações, pois as soluções internas da loja devem estar em conexão com as soluções criadas na fachada, que por sua vez, estarão conectadas com o contexto externo. Ou seja, A fachada é uma peça muito importante da equação, ela amarra o externo com o interno e, a partir dela, os outros elementos arquitetônicos vão se desenhar dentro da loja.

À medida que o cenário do varejo evolui, as experiências vão se tornando mais conversacionais. O envolvimento com a narrativa da marca não é mais passivo, mas sim uma experiência ativa da qual o consumidor participa. Diante disso, a primeira abordagem, a fachada, precisa ser feita com muito cuidado, pois dela dependem todos os desdobramentos seguintes.


Você pode e deve usar todos os recursos disponíveis para tornar o relacionamento com o seu consumidor cada vez mais próximo e tenho certeza que verá resultados positivos a partir disso.

A Arquitetura e VM (visual merchandising) formam uma dupla essencial para promover essa interação no ambiente físico. Principalmente se pudermos olhar as soluções sob a ótica da arquitetura sensorial.


Entender a Marca como algo para se viver, vai além de algo para se contar. Isso não significa que não existe a necessidade de contar uma história, significa reconhecer que essa história está sendo construída, está em movimento, que não está pronta e que o consumidor é também protagonista dela.

Ampliar a visão a partir dessa premissa pode nos ajudar a construir uma linguagem viva que se desenrola através das interações do consumidor em cada ponto de contato. E tudo começa com um primeiro passo, com um convite para interagir.


Quando falamos de ambiente físico, é esse o papel da fachada, ela é o início de tudo.

Bom, por hoje é isso. Aos poucos vou desmembrando outros elementos a serem investigados dentro da estrutura física de uma loja.


Espero que tenham gostado e que de alguma forma eu tenha contribuído com você.


Abraços e até a próxima!



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